Dimensões Hofstede -CIM

January 21, 2007

Estudo de Hofstede, Director de Recursos Humanos da IBM, sobre gestão inter-cultural

Estudo que incide sobre atitudes e valores relacionados com o trabalho nas diferentes culturas nacionais e reflectidos nas respectivas estruturas organizacionais.

O estudo é baseado em 5 dimensões comparáveis:

Distância Hierárquica- Traduz o grau de estratificação e a forma de gerir as desigualdades e as relações de dependência.

Individualismo/Colectivismo- O individualismo caracteriza as sociedades nas quais os laços entre os indivíduos são pouco firmes. O colectivismo caracteriza sociedades nas quais as pessoas são integradas em grupos coesos.

Controlo da Incerteza- mede o nível de inquietude dos habitantes face a situações desconhecidas.

Feminilidade/ Masculinidade- são masculinas as sociedades em que os papeis sociais são nitidamente diferenciados: o homem forte e interessado no sucesso empresarial; e a mulher, mais terna e preocupada com a qualidade de vida; são femininas as sociedades onde os papéis sociais dos sexos se sobrepõem e onde as formas de decisão procuram negociação e consenso.

Dinamismo Confuciano- orientação a longo prazo versus orientação a curto prazo.

O quadro que se segue apresenta os indicadores de 52 países, incluindo Portugal

Segundo os quatro indicadores disponíveis (o 5º só está disponível nalguns países), Portugal é uma sociedade “colectivista” e “feminina”- o que beneficia o posicionamento pretendido e, pelo menos no caso deste último parâmetro, comprova modernidade. Pelo contrário, os dois indicadores restantes- “distância hierárquica” e “controlo de incerteza”- são francamente negativos: Portugal tem uma estratificação organizacional ainda muito vertical (ultrapassa o próprio Japão) e, note-se, apresenta neste estudo a 2ª mais alta necessidade de “controlo de incerteza” (revela um verdadeiro pavor dos portugueses face a cenários de incerteza hierárquica, com regras pouco definidas). Estes dois dados prendem-se com características nacionais que estão na base de alguns problemas estruturais: falta de iniciativa, burocracia, processos estratificados e morosos de decisão, infantilidade e irresponsabilidade (necessidade de alguém acima que manda, a quem se pede, que é responsável).

VALORES DAS CINCO DIMENSÔES DAS CULTURAS NACIONAIS

País Distância Individualismo Masculinidade Controlo de Dinamismo
hierárquica incerteza Confuciano

África do Sul 49 65 63 49 -
África Ocidental 77 20 46 54 16
África Oriental 64 27 41 52 25
Alemanha 35 67 66 65 31
Argentina 49 46 56 86 -
Austrália 36 90 61 51 31
Áustria 11 55 79 70 -
Bélgica 65 75 54 94 -
Brasil 69 38 49 76 65
Canadá 39 80 52 48 23
Chile 63 23 28 86 -
Colômbia 67 13 64 80 -
Coreia do Sul 60 18 39 85 75
Costa Rica 35 15 21 86 -
Dinamarca 18 74 16 23 -
El Salvador 66 19 40 94 -
Equador 78 8 63 67 -
Espanha 57 51 42 86 -
Estados Unidos 40 91 62 46 29
Filipinas 94 32 64 44 19
Finlândia 33 63 26 59 -
França 68 71 43 86 -
Grã-Bretanha 35 89 66 35 25
Grécia 60 35 57 112 -
Guatemala 95 6 37 101 -
Hong-Kong 68 25 57 29 96
Índia 77 48 56 40 61
Indonésia 78 14 46 48 -
Irão 58 41 43 59 -
Irlanda 28 70 68 35 -
Israel 13 54 47 81 -
Itália 50 76 70 75 -
Jamaica 45 39 68 13 -
Japão 54 46 95 92 80
Malásia 104 26 50 36 -
México 81 30 69 82 -
Países Árabes 80 38 52 68 -
Noruega 31 69 8 50 -
Nova Zelândia 22 79 58 49 30
Países Baixos 38 80 14 53 44
Panamá 95 11 44 86 -
Paquistão 55 14 50 70 0
Peru 64 16 42 87 -
Portugal 63 27 31 104 -
Singapura 74 20 48 8 48
Suécia 31 71 5 29 33
Suíça 34 68 70 58 -
Tailândia 64 20 34 64 56
Taiwan 58 17 45 69 87
Turquia 66 37 45 85 -
Uruguai 61 36 38 100 -
Venezuela 81 12 73 76 -

Exame Executive Digest, nº 34,

Dimensões Hofstede -CIM

Estudo de Hofstede, Director de Recursos Humanos da IBM, sobre gestão inter-cultural

Estudo que incide sobre atitudes e valores relacionados com o trabalho nas diferentes culturas nacionais e reflectidos nas respectivas estruturas organizacionais.

O estudo é baseado em 5 dimensões comparáveis:

Distância Hierárquica- Traduz o grau de estratificação e a forma de gerir as desigualdades e as relações de dependência.

Individualismo/Colectivismo- O individualismo caracteriza as sociedades nas quais os laços entre os indivíduos são pouco firmes. O colectivismo caracteriza sociedades nas quais as pessoas são integradas em grupos coesos.

Controlo da Incerteza- mede o nível de inquietude dos habitantes face a situações desconhecidas.

Feminilidade/ Masculinidade- são masculinas as sociedades em que os papeis sociais são nitidamente diferenciados: o homem forte e interessado no sucesso empresarial; e a mulher, mais terna e preocupada com a qualidade de vida; são femininas as sociedades onde os papéis sociais dos sexos se sobrepõem e onde as formas de decisão procuram negociação e consenso.

Dinamismo Confuciano- orientação a longo prazo versus orientação a curto prazo.

O quadro que se segue apresenta os indicadores de 52 países, incluindo Portugal

Segundo os quatro indicadores disponíveis (o 5º só está disponível nalguns países), Portugal é uma sociedade “colectivista” e “feminina”- o que beneficia o posicionamento pretendido e, pelo menos no caso deste último parâmetro, comprova modernidade. Pelo contrário, os dois indicadores restantes- “distância hierárquica” e “controlo de incerteza”- são francamente negativos: Portugal tem uma estratificação organizacional ainda muito vertical (ultrapassa o próprio Japão) e, note-se, apresenta neste estudo a 2ª mais alta necessidade de “controlo de incerteza” (revela um verdadeiro pavor dos portugueses face a cenários de incerteza hierárquica, com regras pouco definidas). Estes dois dados prendem-se com características nacionais que estão na base de alguns problemas estruturais: falta de iniciativa, burocracia, processos estratificados e morosos de decisão, infantilidade e irresponsabilidade (necessidade de alguém acima que manda, a quem se pede, que é responsável).

VALORES DAS CINCO DIMENSÔES DAS CULTURAS NACIONAIS

País Distância Individualismo Masculinidade Controlo de Dinamismo
hierárquica incerteza Confuciano

África do Sul 49 65 63 49 -
África Ocidental 77 20 46 54 16
África Oriental 64 27 41 52 25
Alemanha 35 67 66 65 31
Argentina 49 46 56 86 -
Austrália 36 90 61 51 31
Áustria 11 55 79 70 -
Bélgica 65 75 54 94 -
Brasil 69 38 49 76 65
Canadá 39 80 52 48 23
Chile 63 23 28 86 -
Colômbia 67 13 64 80 -
Coreia do Sul 60 18 39 85 75
Costa Rica 35 15 21 86 -
Dinamarca 18 74 16 23 -
El Salvador 66 19 40 94 -
Equador 78 8 63 67 -
Espanha 57 51 42 86 -
Estados Unidos 40 91 62 46 29
Filipinas 94 32 64 44 19
Finlândia 33 63 26 59 -
França 68 71 43 86 -
Grã-Bretanha 35 89 66 35 25
Grécia 60 35 57 112 -
Guatemala 95 6 37 101 -
Hong-Kong 68 25 57 29 96
Índia 77 48 56 40 61
Indonésia 78 14 46 48 -
Irão 58 41 43 59 -
Irlanda 28 70 68 35 -
Israel 13 54 47 81 -
Itália 50 76 70 75 -
Jamaica 45 39 68 13 -
Japão 54 46 95 92 80
Malásia 104 26 50 36 -
México 81 30 69 82 -
Países Árabes 80 38 52 68 -
Noruega 31 69 8 50 -
Nova Zelândia 22 79 58 49 30
Países Baixos 38 80 14 53 44
Panamá 95 11 44 86 -
Paquistão 55 14 50 70 0
Peru 64 16 42 87 -
Portugal 63 27 31 104 -
Singapura 74 20 48 8 48
Suécia 31 71 5 29 33
Suíça 34 68 70 58 -
Tailândia 64 20 34 64 56
Taiwan 58 17 45 69 87
Turquia 66 37 45 85 -
Uruguai 61 36 38 100 -
Venezuela 81 12 73 76 -

Exame Executive Digest, nº 34,

Frase Reflexiva

December 19, 2006

PENSE muito, FALE pouco, ESCREVA menos ainda…

SPSS

December 15, 2006

Gostei bastante de trabalhar com o SPSS, é extremamente simples e prático. Não fazia ideia da existência dele.

December 3, 2006

café e saúde: do mito à realidade

pretendemos prospectivar os hábitos do consumo de café expresso no mercado Português e percepcionar a opinião das pessoas sobre os efeitos do café…

Resumo:
A administração do inquérito será indirecta por meio de face-a-face.
Os inquiridos serão da zona Norte do país.

Questionário:
Este estudo tem como objectivo entender os hábitos do consumo de café expresso pela população portuguesa e, apreender qual a noção que a generalidade das pessoas têm sobre a influência do consumo de café na saúde de cada indivíduo.

Euro Disney

October 31, 2006

À medida em que fomos pesquisando informações acerca do assunto, verificamos que o factor principal que levou ao fracasso na implementação do parque temático americano na Europa, foram as divergências sócio-culturais.

Podemos relacionar algumas regras impostas pelo parque que influenciaram no insucesso do projecto, tais como: a total proibição da venda de bebidas alcoólicas e cigarros, alegando ser uma falta de moralidade, sendo que os franceses têm como habito beber vinho e fumar, a questão dos preços atribuidos aos artigos temáticos, custo de alimentação e de estadia nos hotéis serem exorbitantes, funcionários não poderiam usar uma cor de cabelo fora do contexto “normal”, os copos de refrigerantes eram enormes e normalmente servidos com gelo, sendo que os franceses, em sua maioria não gostam de gelo.        
Sendo a “Disney” uma das maiores e mais reconhecidas marcas mundiais, levou a que avançassem para um projecto desta dimensão sem qualquer estudo de mercado ou receio de fracasso, devido à excessiva confiança por meio do sucesso obtido nos outros parques Disney. Prevalece então o espirito de imperialismo americano.

Até em pormenores aparentemente insignificantes, tais como os hábitos e rotinas alimentares, ou a implantação de um método métrico de acesso ás diversões causou incompatibilidades entre a oferta Americana vês a procura europeia.

O método utilizado no Japão parece sem dúvida ser um modelo de gestão muito mais bem preparado do que o aplicado em Paris.

Estudo de mercado previamente efectuado, desde a investigação das características sociais dos potenciais clientes, passando pela situação económico-financeira, até ao próprio conhecimento do impacto que neste caso, a marca Disney tem na sociedade, são alguns dos princípios por onde deviam iniciar um negócio, principalmente desta dimensão pois envolve muitos milhões de euros e milhares de empregos.

Nos dias que correm, a Disney parece perder terreno relativamente a novas animações. A nova geração parece pouco interessada na história da Branca de Neve e os 7 anões, a não ser que os anões tivessem poderes de voar, de atirar bolas de fogo ou quem sabe pilotar uma nave espacial.

Com a taxa de natalidade a reduzir por quase todos os países “ricos”, a exigência na animação cada vez é maior, tornando-se num desafio cada vez mais difícil de vencer.      

Tentamos provar com isto que não basta descobrir uma fórmula e aplicá-la, é necessário adaptá-la a sociedade e cultura local, e manter-se sempre actualizada.

O que é e para que serve um trabalho de investigação

October 24, 2006

O trabalho de investigação constitui um aprofundamento prático, técnico e teórico, de algum aspecto, ou que a ele diga respeito. A sua realização pressupõe um trabalho de pesquisa e uma exposição pessoais, mesmo quando realizado em grupo. Será apresentado sob a forma escrita, embora se possa admitir, acessoriamente, o recurso a meios gráficos e audiovisuais. Objectivos Os trabalhos de investigação têm um objectivo simultaneamente formativo e filosófico. A filosofia é uma forma de expressão de pensamento, por isso, pretende-se com eles desenvolver capacidades de trabalho prático (leitura, consulta, compilação, pesquisa, fichagem, etc.), de trabalho técnico (análise, conceptualização, síntese, redacção, etc.) e de trabalho teórico (reflexão, questionamento, fundamentação, eventualmente uma abordagem crítica, inovadora e pessoal dos problemas). http://web.letras.up.pt

Na CRISE tire o S e CRIE!!!

October 18, 2006

 

Já ouvi muitas pessoas dizerem que era por causa da CRISE onde viviam que os seus negócios não iam para frente, que não começavam algo próprio porque o governo não ajudava, que um medo do cenário interno e externo as assombrava, entre milhares de outras desculpas.
Diante do fato de que enquanto alguns choram, outros vendem lenços, guardo comigo uma história brilhante, e que sempre faço questão de contar.
Soichiro Honda tinha oito anos de idade quando resolveu montar uma bicicleta, que ficou bastante rudimentar. Mas seu sonho de locomoção fez com que, finalmente, aos 13 anos, ele conseguisse construir uma bicicleta ‘de primeira’. De espírito activo, mais à frente, já adulto, Soichiro desenvolveu a motocicleta.
Uma caminhada de muito trabalho, dias e noites de dedicação.
Em 1945, depois de duas bombas atómicas e diversos ataques aéreos, o Japão teve que se reerguer. Empresas arruinadas, várias fábricas destruídas, com toda infra-estrutura danificada. Mas tudo isso não foi bastante para desestimular o empreendedor, que enfrentou as adversidades e seguiu lutando. Tamanha devoção fez com que todos hoje conheçam a multinacional japonesa Honda, gigante do sector automobilístico, reconhecida em todo o mundo.
Mas o que fez Soichiro Honda não desanimar e desistir diante de tantos contratempos?
Uma palavra simples resume a resposta: DETERMINAÇÃO!
Assim como ele, você sabe o que os grandes homens da humanidade têm em comum? Uma fórmula mágica chamada: Criatividade, Ousadia e Determinação. Essa fórmula foi capaz de fazer verdadeiras revoluções e enfrentar qualquer tipo de adversidade. Não fosse pela ousadia de Alberto Santos Dumont buscar o seu sonho em voar, talvez não existisse a aviação. Foi graças à criatividade de Henry Ford que a indústria automobilística se modernizou e iniciou-se a produção de carros em série, com um milhão de automóveis fabricados em 1919. Mas certamente a determinação destes homens fez com que todos não desistissem de correr atrás de seus sonhos, independentemente das dificuldades que estivessem passando. 
Percebeu como tudo isso pode ser crucial para a sua vida? Ninguém precisa usar a criatividade e ser ousado apenas com o propósito de fazer a descoberta do século. Elas valem e devem ser postas em prática diariamente, tanto na vida profissional como pessoal.
 
Agora não me venha você falar em CRISE, que está tudo muito malllll.
Um dia desses, li em uma revista de grande circulação no Brasil, que o presidente Luís Inácio Lula da Silva pedia mais ousadia aos empresários. Essa declaração acabou repercutindo mal porque soou como crítica ao sector, que se ressente de melhores políticas económicas e fiscais para a classe. Mas é nas entrelinhas que está a precisão do comentário do presidente brasileiro. Na verdade, o que ele quer dizer é que não adianta ficar parado cobrando investimentos do governo, que ele sabe, de antemão, que não tem. Os empresários têm que buscar alternativas, agir, e não ficar esperando que as acções partam dos outros.
Acredite em seu potencial, desenvolva sua criatividade e CRIE!

SUCESSO!

Anderson Mendes